domingo, 8 de novembro de 2009

Ainda o caso da suposta agressão do Aécio: o jornalista Renato Rovai consegue arrancar mais algumas informações do Juca Kfouri e de outro blogueiro.

O governador de Minas, Aécio Neves, em evento internacional
A menos que houvesse novidades relevantes que a confirmassem ou não, este blogueiro não pretendia voltar ao assunto da suposta agressão -- que não se sabe, de forma irrefutável, se aconteceu realmente e por que teria acontecido --, do Aécio Neves contra a sua namorada Letícia Weber. Fiquei esperando ao longo destes últimos três ou quatro dias que surgissem tais novidades, como depoimentos de outras testemunhas ou fotos ou até mesmo vídeo gravado por algum celular num evento onde haveria centenas ou milhares de aparelhos de última geração -- e nada. Fiquei especialmente antenado na coluna e no blog do Juca Kfouri, já que foi ele o autor da nota de maior repercussão, achando que deveria ter se aprofundado no assunto. Já que era o pai da matéria, deveria mostrar que sua competência como jornalista não se limita ao campo esportivo.
No mínimo, entendo ele deveria ter mostrado para a sua fonte, supostamente "de total confiança", as fotos da Letícia Weber que estão na Internet, muitas delas ao lado do próprio Aécio, para que o seu informante que, segundo o próprio Juca, estava a cinco metros de distância dos dois protagonistas do barraco, confirmasse se a agredida e derrubada ao chão era a namorada Letícia Weber ou se seria alguma outra "acompanhante". Ele poderia convidar o tal informante até a fazer isso visitando este PG, onde as fotos da namorada estão postadas desde a última quarta-feira (rs rs rs).
Seria muito fácil ao Juca fazer isso e nos dar a resposta da sua fonte -- mas ele, apesar de ser um bom jornalista, não o fez. Entendo que está cometendo um grave equívoco, pois a sua credibilidade, adquirida ao longo de mais de 30 anos de exercício da profissão com dignidade e seriedade, está correndo sérios riscos.
Diante do seu silêncio ou da sua omissão, e também da ausência de novas informações relevantes dos grandes veículos, resolvi buscar na internet outras versões do que teria acontecido.
Percorri, ontem (sábado), mais de 100 sites ou blogs, com a ajuda do Google, mas quase todos se limitavam a comentar com base no que já havia sido publicado ou postado até as duas postagens do Juca Kfouri. As revistas que circularam no final de semana também se calaram ou se omitiram, o que achei bastante estranho. Por exemplo: a Veja não ter entrado num tema como este, de grande repercussão, é uma omissão inexplicável. Acho que estão faltando editores de pauta e repórteres investigativos mais competentes e mais corajosos na redação da revista. Não acredito que ela tenha sido cooptada, como o são os jornais de Minas Gerais, que praticam atualmente um dos mais lamentáveis exemplos de jornalismo subserviente, lambe-botas, de toda a história do estado em que nasci -- aliás, com muito orgulho.
Minhas pesquisas não foram totalmente inúteis -- elas trouxeram alguns fatos e informações que resolvi postar aqui agora, até para que fiquem como registro de que pelo menos um jornalista mineiro, entre tantos, não vai sossegar ou deixar este assunto morrer sem tirar lições e conclusões mais consistentes do episódio.
Um outro blogueiro, que não conhecia, também quis saber maiores detalhes dos fatos narrados por Juca Kfouri e por outros blogs. Chama-se Renato Rovai e é diretor da Revista Forum, que também não conheço -- nem ele nem a revista. Mas o Rovai deve ser amigo do Juca Kfouri e conseguiu entrevistá-lo. Publicou no seu blog, no dia 3/11, às 18:33, o seguinte post (segue em azul) [Link aqui, para quem quiser conferir]
Juca Kfouri diz que checou informação e ataca PHA
(03/11/2009 18:33)
Entrevistei Juca Kfouri para tratar de sua nota em relação à agressão que teria sido praticada contra a namorada pelo governador Aécio Neves. O texto já foi encaminhado ao Paulo Henrique Amorim, para ver se ele quer comentar a parte onde é citado. Segue abaixo a conversa:
Renato Rovai: - Quando você recebeu a informação de que essa agressão havia ocorrido?
Juca Kfouri: - Recebi no sábado pela manhã um e-mail contando a história e comentando uma nota da Joyce Pascowitch. Vi que o assunto tinha sido tratado pela Barbara Gancia no Twitter e aí fui atrás da informação. Conversei com uma pessoa que foi na festa e que disse que estava a cinco metros do acontecido, tendo visto a moça tomar um tapa e cair no chão. Contou ainda que a viu se levantar e reagir indo pra cima dele.
RR: - Você confirmou a história com outras pessoas ou confiou plenamente na sua fonte?
JK: - Antes de dar a nota fiz quatro ou cinco ligações pra festeiros cariocas amigos meus e todos me confirmaram a história, apesar de não terem visto a cena.
RR: - Você diz em seu blog que "A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos". É possível ser mais claro em relação a essa frase?
JK: - É isso mesmo que você está pensando, Renato. Circulam mil histórias em relação ao Aécio, histórias que, aliás, o Mineirão canta em coro [durante a partida Brasil e e Argentina, no ano passado, parte da torcida presente entoou o coro "Ô Maradona, vai se f...., o Aécio cheira mais do que você"]. Acho que a imprensa tem obrigação de investigar isso, como deveria ter feito o mesmo em relação ao Caçador de Marajás. Isso não pode ser tratado como coisa menor, como algo regional.
RR: - Há muito especulação de que a informação poderia ter partido de algum tucano relacionado ao governador Serra, o que você tem a dizer sobre isso?
JK: - Não é verdade. Não falei com nenhum tucano a respeito do assunto, conversei apenas com festeiros cariocas, que me confirmaram a história. Esse tipo de especulação é coisa de Fla x Flu. Sou corintiano e denunciei o esquema da MSI.
RR: - Quem é a esquerda recente que você cita no seu último texto?
JK: - O Paulo Henrique Amorim, por exemplo. Ele foi da juventude lacerdista e se calou na ditadura militar. Agora fica com aquele blog dele criticando todo mundo, mas trabalha na TV do bispo. Ele é todo patronal. A única festa para patrão em casa de jornalista que eu fui foi na de PHA, para os Saad, quando ele trabalhava na Band.
[PS: Idelber Avelar me envia um email com um link do blog do Ailton Medeiros que também diz ter recebido informações de amigos a respeito do tapa de Aécio. Tá aqui pro leitor conferir].
Aqui entro eu, blogueiro MR:
Neste mesmo post, na área dos comentários, há três outras intervenções que considero relevantes. A primeira é do próprio Juca Kfouri, às 19:25 do 3/11 (segue em azul), pedindo uma correção, o que significa que ele leu o post e só divergiu em um aspecto do que foi reproduzido pelo Rovai. Escreve o Juca:
Juca Kfouri - 03/11/2009 19:25 Uma pequena correção: "A única festa para patrão em casa de jornalista que eu fui foi na de PHA, para os Saad, quando ele trabalhava na Band".
Imediatamente, o blogueiro faz a correção solicitada e publica a seguite resposta ao comment do Juca (segue em azul):
renato rovai - 03/11/2009 20:17 Ok, Juca. Estou postando sua correção. Entrevista feita na correria e sem gravação às vezes dá nisso. Mas blogue tem essas vantagens. A informação pode ser corrigida também em tempo recorde. renato rovai
A terceira intrervenção que quero destacar, nos comentários do post transcrito, acontece no dia seguinte, às 15:13, quando o Renato Rovai explica um aspecto da entrevista que estava sendo mal interpretado por alguns dos outros comentaristas. Leiam:
renato rovai - 04/11/2009 15:13 Só pra esclarecer os leitores e comentaristas, quando na entrevista o Juca Kfouri me disse que uma das pessoas com quem checou a informação viu a cena porque ela estava a cinco metros do fato e que outras confirmaram, sem ter visto. Quis dizer que elas ficaram sabendo disso na festa, mas não viram a cena. Talvez na edição da resposta dele, este blogueiro não tenha sido fiel ao que o entrevistado quis dizer. Isso acontece. E é justo fazer o ajuste quando necessário.Aproveito pra esclarecer que ao fazer a entrevista com Juca Kfouri não estou tomando partido algum. Estou buscando esclarecer uma história.Sinceramente, nesse caso acho mais produtivo buscar saber se a história é real ou não do que ficar atacando a ou b. grande abraço renato rovai
Aqui entro eu, novamente. Neste mesmo dia 4/11, o blogueiro Renato Rovai postou (segue em vermelho-vinho, para ficar claro que se trata de outro post) [O link, para quem quiser conferir, é o mesmo colocado acima]:
(04/11/2009 16:01)
Ontem à noite informado pelo professor e blogueiro Idelber Avelar (agora também colaborador da Fórum) que Ailton Medeiros, jornalista do Rio Grande do Norte, também teria sido informado da confusão entre Aécio Neves e sua namorada. Li a nota e imediatamente a publiquei no post da entrevista do Juca. Na mesma hora encaminhei ao Ailton cinco perguntas. Que ele respondeu e publico abaixo. Também informo aos leitores que estou buscando mais uma entrevista para, neste blogue, encerrar a história. Claro, voltarei a ela se algo novo houver. Em relação ao caso, minha opinião é a seguinte. Se não for verdadeiro, Aécio merece retratação dos que estão bancando a história. Se for, merece, no mínimo, o vexame público. Simples assim.
Renato Rovai: - Você poderia me dizer quando ficou sabendo da história e de que maneira? Foi antes ou depois da nota do Juca?
Ailton Medeiros: - Soube na quarta-feira (28) por uma pessoa, numa conversa descontraída pelo MSN. Essa pessoa tem ligações com a irmã de Aécio Neves. Mas me pediu para não publicar nada temendo represália.
RR: - Quem te contou deu algum outro detalhe que não está na nota do Juca?
AM: - Sim, um rapaz filmou a briga com o celular. Informado por um amigo de Aécio, a segurança do hotel ainda tentou apagar a filmagem, mas não conseguiu.
RR: - Você sabe por que essas pessoas haviam ido a essa festa?
AM: - Minha fonte estava no hotel, com uma amiga que trabalha lá.
RR: - Uma delas é do RN e a outra?
AM: - A pessoa que é minha amiga é potiguar, mas mora no Rio há anos. A outra pessoa é carioca e funcionária do hotel.
RR: - Quem te confirmou a história tem alguma relação com o PSDB ou mais precisamente com o grupo de Serra no PDSB?
AM: - Nenhuma delas, mas a pessoa que é minha amiga conhece a irmã do Aécio.
Meu Comentário [Aqui, volta o titular deste PG, MR]
Alguns amigos me mandaram e-mails e outros me telefonaram achando que eu não deveria continuar insistindo neste assunto. Que ele já teria dado tudo o que tinha para dar.
Não concordo. Meu ponto de vista é o de que este caso tem que ficar bem esclarecido, para que não pairem dúvidas no ar. Se houve, de fato, a agressão do Aécio Neves -- seja contra a namorada Letícia ou contra uma outra acompanhante qualquer --, é um fato da maior gravidade, mostra que ele seria um desequilibrado, emocionalmente, e um agressor/criminoso, que precisa ser denunciado e punido com base na Lei Maria da Penha.
Portanto este episódio não pode, como querem alguns, ser visto apenas como uma briguinha ou uma rusga de namorados.
Por outro lado, concordo integralmente com a argumentação do Juca Kfouri no seu primeiro post sobre o assunto, no dia primeiro de novembro, de que "a imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato à presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos".
Também entendo que um político que se candidata a vôos mais altos e, sobretudo, que já tem uma imagem pessoal fortemente marcada como possível usuário de drogas ilícitas -- de modo especial, a cocaína, que é a droga preferida dos ricos e dos poderosos -- precisa, em primeiro lugar, se de fato o for, de ser desmascarado e denunciado como tal antes de chegar ao poder -- no caso dele, a presidência da República ou a vice-presidência ou até mesmo uma cadeira no Senado Federal.
Penso, até, que, se for verdade tal situação de consumidor habitual de cocaína, ele já foi longe demais na sua carreira política e precisa de ser desmascarado e detonado o mais breve possível. Não dá para ser levado a sério um político, seja qual for, que tem o hábito de cheirar cocaína.
Como aceitar e como admitir que seja consumidor habitual de cocaína, como está na boca do povo, um governador de Estado, que é o comandante supremo de um governo que, pela Constituição, tem o dever de reprimir o tráfico e o consumo de drogas? Com que moral ele vai exercer esse mandamento constitucional?
Em segundo lugar, se for verdade esta agressão e esta dependência química, o cidadão em referência precisa é de tratamento, como todo e qualquer viciado, desde que reconheça a sua condição de dependente e queira sair dela. Se não quiser, tudo bem, é uma opção individual, mas não venha querer ser um representante do povo e um exemplo de cidadania nos mais altos cargos públicos de um estado ou de uma nação.
Repito mais uma vez: se for verdade tudo isso, chega de hipocrisia na imprensa e de blindagens como as que vêm sendo praticadas em favor do Aécio Neves pela mídia e pelos formadores de opinião pública de Minas Gerais e, também, por todo o resto da imprensa nacional.
Considero inexplicável, asqueroso, vergonhoso, criminoso, e uma blindagem inaceitável que nenhum órgão da imprensa, seja regional ou nacional, tenha registrado, na época, o fato narrado acima pelo Juca Kfouri na entrevista ao Renato Rovai, de que, no dia do jogo Braxil x Argentina, no ano passado -- aquele que o próprio Aécio tentou capitalizar para a sua imagem, investindo uma grana preta na montagem de camarotes VIPs, com convidados especiais e muita badalação, etc. --, a multidão de torcedores, no Mineirão, tenha gritado em coro "Ô Maradona / Vai se foder/ O Aécio cheira mais do que você!".
Embora tal episódio, se aconteceu da forma como o Juca Kfouri relata (não é a primeira vez ouço isso e publico aqui no PG), possa ser visto como uma piada e um motivo de chacota, além de um vexame total para o protagonista, não pode deixar de ser analisado como o reconhecimento de que o playboy e governador Aécio já caiu na boca do povão. E seu vício, se de fato for verdadeiro, já virou motivo de gozação, claro.
Tive a pachorra de ler os mais de 500 comentários que estavam constando até ontem nos dois posts que o Juca Kfouri publicou em seu blog do Uol (o link foi dado no meu post anterior, que está logo abaixo deste), além de centenas de outros comments em outros blogs, e fiquei impressionado com a quantidade de comentaristas que acusam claramente o Aécio de ser um viciado em cocaína. Senti-me constrangido e envergonhado de saber que o governador da minha terra tem a imagem de um moleque "cafungador", "cheirador", tão disseminada...
Alguns chegam a dizer que o seu apelido, nos meios que freqüenta, seria "Aecinho do pó". Acho o fim da picada que isso esteja acontecendo com a imagem de um governador de um estado importante como Minas Gerais, um político talentoso, bom gestor público, relativamente jovem, com um futuro brilhante pela frente, no qual eu, pessoalmente, votei nas duas eleições em que se elegeu e pretendia votar novamente, antes de ter conhecimento destas informações e destes possíveis vexames.
E entendo também que, se tais fatos e acusações forem verdadeiros, a melhor coisa que ele tem a fazer, no momento, é tratar de recuperar a sua imagem, não tentando cooptar jornalistas e veículos de comunicação, como o faz habitualmente, com a preciosa ajuda da sua irmã, mas demonstrando de forma inequívoca que está sendo vítima de calúnias e de difamações.
Ou, então, que trate de assumir que é vítima de uma dependência química que, sabidamente, provoca desequilíbrios emocionais e deixa suas vítimas com os nervos à flor da pele, e, a partir daí, começar imediatamente um tratamento com profissionais especializados, seja aqui no Brasil ou no exterior. O que não dá para aceitar e a convivência hipócrita com essa dependência, como se ela não existisse, caso seja verdade tudo isso.
Se ele se aventurar e prosseguir com as suas pretensões e com a sua candidatura, tendo esses pontos vulneráveis em termos de imagem, é preciso que fique bem claro que a sua reputação está virando pó; e, lamentavelmente, seu futuro não terá nenhum brilho. Para isso, seus adversários, sobretudo os petelhos, já começaram a jogar pesado e sujo. O que eu tenho lido de agressões difamatórias na web, em blogs e sites de esquerdopatas, e, sobretudo, em circulares de internet que já estão sendo enviadas, antes e após este episódio, mostra que a campanha de 2010 será a mais imunda e repulsiva da história desta República.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Afinal, o Aécio Neves agrediu a sua namorada Letícia Weber ou não? Os cidadãos e eleitores de Minas e do Brasil têm o direito de saber a verdade...

Na foto de baixo, o governador Aécio Neves com a sua namorada Letícia Weber, a quem ele teria agredido durante uma festa badaladésima, no Rio de Janeiro, no dia 25 de outubro. Nos outros cliques, fotos mais aproximadas e closes da gatésima, que é uma estilista e modelo gaucha, mas que mora entre Floripa e o Rio de Janeiro, da mesma forma como o Aécio vive mais no Rio do que em Minas. Em quem vocês acreditam: na versão do governador e da namorada que estaria livrando a sua cara ou na do jornalista sério e bem informado Juca Kfouri? Será que o doublé de playboy e político que tem pretensões mais altas ainda não sabe que em mulher não se bate nem com uma flor? Ainda mais numa gata como essa.
Estou eu aqui tranqüilo no meu recesso blogosférico, lendo calmamente o meu jornal, quando me deparo com uma notícia que me chama a atenção. Reproduzo-a (segue em azul-royal):
Aécio afirma que é vítima de calúnia de blogs

DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que está sendo vítima de calúnia, referindo-se a comentários que circulam em blogs e no twitter sobre um suposto desentendimento público entre ele e a namorada no dia 25. Em seu blog no UOL, o colunista da Folha Juca Kfouri divulgou no dia 1º que Aécio deu um empurrão e um tapa na namorada, a modelo Letícia Weber. O desentendimento, disse ele, aconteceu numa festa da Calvin Klein no hotel Fasano, no Rio.

Em entrevista ontem no Palácio da Liberdade, Aécio foi questionado sobre o episódio. "Isso é uma aleivosia [injúria, calúnia] tão grande. Eu me sinto, claro, pessoalmente ofendido por isso, mas prefiro até nem comentar para não validar algo tão distante da minha prática cotidiana", afirmou.

"Sempre fiz política e vou continuar fazendo no patamar muito superior a esse. E o que eu posso dizer é que é uma calúnia vergonhosa", disse Aécio. À Folha Letícia afirmou serem "falsas essas versões". "Lamento que com essas inverdades estejam tentando atingir um homem que aprendi a admirar e respeitar em dois anos de convívio."

Como eu não acredito em nenhuma matéria jornalística, assim, de bate-pronto, sem antes tentar confirmá-la através de fontes e de outras maneiras nas quais confio, resolvi me aprofundar no caso. Primeiro fui ao Blog do Juca, no Uol, que rotineiramente trata de assuntos esportivos --mas que, como bom jornalista, respeitado nacionalmente, não poderia ignorar uma notícia como esta, tendo ela chegado ao seu conhecimento, e encontrei a nota que transcrevo abaixo (segue em vermelho-sangue):

Dia 1/11 - 12:09

Covardia de Aécio Neves

Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.

Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.

A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.

Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.

O blog a mantém inalterada.

Por Juca Kfouri às 12h09

[Aqui, continua o blogueiro]

Portanto, como vocês podem obsservar, na mesma nota do blog, às 15:18, do mesmo dia primeiro de novembro, o jornalista Juca Kfouri não se retrata nem pede desculpas; ao contrário, reitera e confirma que a agressão aconteceu, mesmo. Significa que ele está absolutamente confiante em relação às suas fontes. Isso é ser jornalista competente e corajoso, que não se deixa intimidar, como acontece com a imprensa mineira onde pululam maus jornalistas. Resolvi continuar pesquisando para ver se outras fontes confirmavam o relato do Juca. E encontrei estas notas e matérias aqui e aqui.

Hoje, o Juca Kfouri voltou ao assunto no seu blog.

Ele postou (segue em azul-marinho):

O Brasil é um Fla-Flu

Nada mais no Brasil parece ser avaliado sem a busca de segundos interesses.

Difícil dizer se as pessoas em geral julgam as demais pelo que elas são ou se, de fato, não há mais clima nem para uma informação.

Bem apurada e desinteressada, aqui mais uma vez reiterada, vinda de alguém que de política não entende e nem quer entender nada, apenas estava numa festa descolada.

Ah, mas se prejudica A é coisa de S.

Ou do PT.

Brilhantes, sagazes, Maquiavel teria inveja de analistas tão sofisticados.

Mas o cara vive criticando o PT, virou um fracassomaníaco (termo de FHC para criticar os petistas, mas recentemente adotado por alguns deles), ficou contra até o Rio-2016, argumenta outro.

Então é coisa de S mesmo.

E, aí, por mais que o cara tenha revelado que votou no Lula contra o Serra e anulado o voto, já desanimado, quando o páreo ficou entre Lula e Alckmin, é preciso achar um rótulo.

Então, fica engraçado.

Os que se julgam de esquerda passam a, taticamente (Lênin?), defender Aécios.

E a direita chic defende mesmo, no clube dos cafajestes tuiteiros, por exemplo, porque amigo é pra essas coisas.

Uma certa esquerda recente que apareceu na imprensa, diga-se, que calou durante a ditadura brasileira, mas que hoje, de má consciência e sem correr riscos, se faz de corajosa.

Já a elite branca, o termo é do insuspeito Cláudio Lembo, não entende por que o Brasil tem um inculto na presidência, a Bolívia tem um índio, a Venezuela um caudilho, o Paraguai um padre pedófilo, o Uruguai está em vias de ter um ex-guerrilheiro Tupamaro e por aí afora, tudo gente incapaz de se comportar bem numa festa chic, que gospe no chão e palita os dentes.

Não entende que foi ela quem, depois de mais de 500 anos de dominação e exploração, não conseguiu mais manter tampado o que queria explodir.

E explodiu.

Agora, aguenta.

Corre, blinda, vira gueto, se horroriza e mente, desqualifica, tenta sobreviver com seus privilégios nas Daslus da vida e suas lavagens de dinheiro, porque é isso, dinheiro é o critério do sucesso, seja como for.

Perfumados, engomados, mas cada vez mais amedrontados, embora chegados a um brilho aqui ou ali porque ninguém é de ferro.

E, ora bolas, desde quando uma bolacha na moça descontrolada é notícia, né não?

Notícia legal é a plantada, na praia, porque o amor é lindo e tudo perdoa, me bate que eu gamo.

E me engana que eu gosto.

Minas está onde sempre esteve e nada a moverá.

O Brasil nem tanto, se move, ao menos, o que não é pouco, incluindo excluídos que, segundo FHC, jamais poderiam sê-lo, infelizmente haveriam de morrer à míngua.

Mas, que diacho, não é que os que acabaram de chegar se deram conta que o cheiro de um Dior é muito mais agradável que o da graxa.

Engraxemo-nos, todos, pois, com Dior, é claro.

E, aí, quem, decepcionado, critica, denuncia, fiscaliza, é derrotista, moralista, até paulista, se a crítica for ao mau momento do Fluminense.

Seria tudo muito divertido, não fosse medíocre.

E pusilânime, dos dois lados.

Que, por sinal, se merecem.

Voltei, mais uma vez, para fechar:

Minha curiosidade foi além das notícias que estou transcrevendo acima para que cada um de vocês forme a sua opinião. É óbvio que não iria deixar de conhecer a namorada que teria levado uma bolacha ou tapa, além de um empurrão, a ponto de ter caído ao chão. E, segundo uma das fontes, também teria reagido e lascado de volta um tapa no namorado mal-educado e metido a besta. E aí acima estão algumas fotos da gata, por sinal, interessantíssima.

Não farei outros comentários meus, por enquanto, porque estou em recesso com relação a assuntos blogosféricos, sobretudo com relação à política, e, primeiro, gostaria de ouvir as opiniões de vocês, freqüentadores deste PG. Com a palavra, os e as blognautas (se é que eles e elas vão se atrever a manifestar seus pontos de vista, sobretudo os mineiros e as mineiras -- rs rs rs).

Só para encerrar este barraco: quem encontrar nos jornais e demais veículos de comunicação de Minas Gerais uma única referência a este fato, que começou nas festas badaladas cariocas, passou pelas colunas sociais, chegou às esportivas e políticas e termina em baixarias, vai ganhar um autêntica cachaça mineira de Salinas, como prêmio. (Mais rs rs rs).

Atualização - Atenção, sobretudo àqueles diretamente interessados neste palpitante tema (rs rs rs):
Hoje, 5/11, o jornalista e blogueiro Juca Kfouri deu suíte ao assunto, publicando na sua coluna, no Caderno de Esportes da Folha de S. Paulo, e no seu blog, no Uol (link acima), a seguinte nota (segue em vermelho):
"Desmentidos
Aécio Neves e sua namorada negam que tenha havido um incidente entre eles numa festa da Calvin Klein, no Rio, no domingo retrasado. É possível mesmo que não tenha havido. A nota que dei em meu blog, no UOL, no domingo passado, uma semana portanto depois da tal festa, diz claramente que ele deu um tapa e um empurrão em sua acompanhante. Repito: acompanhante. A fonte que ouvi, testemunha do incidente, disse com todas as letras: "Ele deu um tapa, um empurrão, ela caiu e depois cada um foi para um canto, diante de constrangimento geral". Então, perguntei: "Era a namorada dele?". E a fonte respondeu: "Isso não sei, porque não a conheço. Era uma loira bonita e que estava inconveniente". O fato grave, é claro, permanece: a agressão".

Meu Comentário:

Os destaques em bold, acima, na atualização foram feitos por mim. O que será que o informante do Juca Kfouri quis dizer com "estava inconveniente"? Faltou o excelente jornalista dar esta explicação complementar. Pelo visto, ele deve estar guardando trunfos para apresentar como xeque-mate, se for obrigado a ir às últimas conseqüências ou se for pressionado demais...É uma suposição minha, claro.

MR

5/11 - 22:55

domingo, 1 de novembro de 2009

Na série "Clássicos de Todos os Tempos", apresento "You've got a friend", de Carole King, cantada por ela, Celine Dion, Gloria Stefan e Shania Twain.

Esta canção, de autoria da pianista e intérprete Carole King, embora tenha sido um grande sucesso e sua melodia e letra sejam maravilhosas, por incrível que pareça não faz parte da relação das 500 melhores canções (norte-americanas e inglesas) de todos os tempos, editada pela revista Rolling Stone no ano 2.004. De autoria dela, só entra na relação das 500 outro clássico, "It's too late". Mas eu, pessoalmente, utilizo critérios bem pesoais e subjetivos meus, para editar esta série "Clássicos de Todos os Tempos" aqui no PG.

E gosto muito de "You've got a friend", aqui interpretada pela autora e ainda pelas gatésimas e excelentes cantoras Celine Dion, Shania Twain (uau!) e Gloria Stefan. A letra é um verdadeiro hino à amizade e, aqui, está com uma ótima tradução legendada. Exatamente por isso, dedico este clip a todos os meus amigos e amigas recentes, conquistados aqui na blogosfera e também aos mais antigos.

Esta dedicatória vai, de modo especial, para a minha querida amiga Andréia Mesquita, uberabense residente em Uberlândia (MG), que reapareceu neste último final de semana, embora tenha feito isso apenas por telefonema, depois de um longo e tenebroso sumiço. Dedéia, tudo o que você tem a fazer é apenas me chamar, se e quando precisar, viu? Beijos e todo o meu carinho, hoje e sempre.

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sábado, 31 de outubro de 2009

Recebi esta semana uma estimativa de quanto vai custar o tratamento do meu bruxismo: o equivalente a um carro zero quilômetro.É mole? Feliz Halloween!

No ano passado, na véspera do Dia das Bruxas e dos Bruxos, eu relatei aqui no PG os problemas que o bruxismo andava me causando (o link é este). Como hoje, transcorridos exatos 366 dias, é o Dia dos Bruxos e das Bruxas do ano da graça de 2009, quero relatar a continuação do meu drama.
De lá para cá, as coisas só se complicaram com o meu bruxismo em grau exacerbado. Até então, havia quebrado ou fraturado parcialmente três dentes. Este ano cheguei ao tetra campeonato. Vou precisar de fazer quatro implantes. Mas, isso, somente depois que tiver corrigido os problemas de ATM - Articulação Temporo-Mandibular. Já estou utilizando uma placa de acrílico que tenta corrigir a rangeção de dentes noturna e, ao mesmo tempo, fazer com que a arcada dentária recupere os movimentos e posições corretos, restaurando-se a oclusão bem ajustada que não sei se já tive um dia. Sou obrigado a passar de 12 a 15 horas por dia/noite com esta placa, que me incomoda bastante. Ainda não me adaptei ao desconforto. É como se você tivesse uma dentadura superposta ou encaixada nos seus dentes. Na hora de falar ao telefone, então, a coisa se complica ainda mais, porque a pessoa do outro lado da linha não entende nada do que estou falando. É um saco!
Outro nível de problemas: tenho que tomar o maior cuidado com o que ponho da boca. Nada de balas, amendoins, pipocas, castanhas ou mesmo pedaços de churrasco mais duros, que exijam mordida forte. Outros tipos de carnes, mais macias, que não precisam de estar necessariamente cozidas ou assadas para mostrar todo o seu sabor, felizmente, não têm contraindicação. Para estas, estou totalmente liberado (rs rs rs). Quanto às papilas gustativas e às importantíssimas funções da língua, estas vão muito bem, obrigado; não são afetadas pelo bruxismo -- e consigo sentir todos os sabores e paladares à perfeição (mais rs rs rs). Meus problemas estão apenas nos dentes...
Mas o mais grave vem agora: esta semana, uma das dentistas, da equipe que está tratando do bruxismo, dos futuros implantes e das disfunções da ATM, me apresentou a primeira estimativa de quanto vai custar o tratamento completo: é o equivalente a um carro popular ou de nível médio zero quilômetro. Espantou-se? Sim, é isso mesmo! Também quase caí duro na hora em que vi o orçamento. Nem sei se vou ter condições de fazer o tratamento completo, que vai demorar mais de um ano segundo as previsões, com duas sessões em média por semana. Talvez faça apenas aquilo que for mais urgente e absolutamente indispensável; quanto às outras etapas, ficam para o futuro, se algum dia eu conseguir ganhar a Mega-Sena acumulada sozinho (rs rs rs).
O que mais me deixa putésimo e inconformado é que possuo plano de saúde odontológico, pelo qual pago uma graninha razoável mensal, e ainda teria o direito de utilizar os serviços da área de odontologia do SESC, ao qual sou associado, que é muito bem equipada. Mas, em ambos os casos, os convênios e os planos não oferecem nenhuma cobertura para próteses ou para aparelhos de reabilitação oral.
Resumindo: hoje, 31 de outubro, Dia dos Bruxos e das Bruxas, não estou com o menor fair-play para as brincadeiras comemorativas do Halloween, como estava no ano passado e até cheguei a postar algumas fotos de bruxinhas bem interessantes (que estão no post lincado lá em cima).
Apesar desse mau humor, desejo a todos os freqüentadores deste PG uma feliz Noite das Bruxas e um feriado prolongado bem relaxante e reparador das energias.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O texto enxuto de um advogado que se comoveu com a redação de uma menina de 14 anos de SC, inspirada no Hino Nacional. Realmente, ambos muito bons.

Amor à pátria e reverência aos símbolos nacionais, o tema do advogado que se considera velho e da menina que ganhou um concurso de redação em Joinville, Santa Catarina.

Recebi de uma amiga uma circularde internet cujo texto me chamou a atenção. Veio sem assinatura ou crédito, apenas com uma observação da minha amiga: "Assino embaixo".

De cara, li, gostei e pensei em reproduzir aqui no PG -- mas sem saber quem é o autor e lhe dar o devido crédito, não gosto de fazer isso. Só em último caso. Resolvi fazer uma pesquisa na web, através do Google, e acabei chegando a um site chamado "Reflexão de Vida", mantido por uma simpática vovó, onde o mesmo texto estava reproduzido e com o nome do autor: Afrânio B. de Souza. Ainda não me dei por satisfeito -- e fui atrás, para pesquisar alguma referência adicional sobre o nome, guglando em uns 10 sites diferentes, e descobri que se trata de um advogado e consultor empresarial, cujo nome completo é Afrânio Barbosa de Souza, residente em São Paulo, que tem vários outros textos interessantes, postados em blogs ou publicados em jornais.

Mantenho o título que estava lá no site e na circular de internet (segue em azul e, dentro do texto, está reproduzida uma redação de uma menina de 14 anos, de Santa Catarina, que estou destacando em vermelho vinho).

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Estou Velho Afrânio Barbosa de Souza

"Estou velho. Não gosto dos sem-terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.

Estou velho. Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.

Estou muito velho. Não quero ouvir mais notícias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e a ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade pelo próprio pai. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem muito 'levados'...

Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade; por ser amado por minha mulher e filhos. Nada mais me comove...

Estou bem envelhecido. E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville, usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil, me comoveu. Na cidade de Joinville, houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde-amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.

Quem nos devolverá a paz que a grandeza da pátria nos traz?

"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi o nosso Brasil chorar: "O que houve, meu Brasil brasileiro?" Perguntei-lhe. E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 'Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que, às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula'.

Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro [ do Sul ] que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... "Quem nos devolverá a paz que a grandeza que a Pátria nos traz?"

Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido".

Mesmo que ela seja a última brasileira patriota, valeu a pena viver para ler o texto". De alguém que ama muito o Brasil.

Afrânio Barbosa de Souza Advogado e Consultor Empresarial

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Meu Comentário:

Eu, blogueiro, também assino embaixo.

MR