O governador de Minas, Aécio Neves, em evento internacional
domingo, 8 de novembro de 2009
Ainda o caso da suposta agressão do Aécio: o jornalista Renato Rovai consegue arrancar mais algumas informações do Juca Kfouri e de outro blogueiro.
O governador de Minas, Aécio Neves, em evento internacional
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Afinal, o Aécio Neves agrediu a sua namorada Letícia Weber ou não? Os cidadãos e eleitores de Minas e do Brasil têm o direito de saber a verdade...
Na foto de baixo, o governador Aécio Neves com a sua namorada Letícia Weber, a quem ele teria agredido durante uma festa badaladésima, no Rio de Janeiro, no dia 25 de outubro. Nos outros cliques, fotos mais aproximadas e closes da gatésima, que é uma estilista e modelo gaucha, mas que mora entre Floripa e o Rio de Janeiro, da mesma forma como o Aécio vive mais no Rio do que em Minas. Em quem vocês acreditam: na versão do governador e da namorada que estaria livrando a sua cara ou na do jornalista sério e bem informado Juca Kfouri? Será que o doublé de playboy e político que tem pretensões mais altas ainda não sabe que em mulher não se bate nem com uma flor? Ainda mais numa gata como essa.
Estou eu aqui tranqüilo no meu recesso blogosférico, lendo calmamente o meu jornal, quando me deparo com uma notícia que me chama a atenção. Reproduzo-a (segue em azul-royal):
DA AGÊNCIA FOLHA, EM BELO HORIZONTE
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), disse ontem que está sendo vítima de calúnia, referindo-se a comentários que circulam em blogs e no twitter sobre um suposto desentendimento público entre ele e a namorada no dia 25. Em seu blog no UOL, o colunista da Folha Juca Kfouri divulgou no dia 1º que Aécio deu um empurrão e um tapa na namorada, a modelo Letícia Weber. O desentendimento, disse ele, aconteceu numa festa da Calvin Klein no hotel Fasano, no Rio.
Em entrevista ontem no Palácio da Liberdade, Aécio foi questionado sobre o episódio. "Isso é uma aleivosia [injúria, calúnia] tão grande. Eu me sinto, claro, pessoalmente ofendido por isso, mas prefiro até nem comentar para não validar algo tão distante da minha prática cotidiana", afirmou.
"Sempre fiz política e vou continuar fazendo no patamar muito superior a esse. E o que eu posso dizer é que é uma calúnia vergonhosa", disse Aécio. À Folha Letícia afirmou serem "falsas essas versões". "Lamento que com essas inverdades estejam tentando atingir um homem que aprendi a admirar e respeitar em dois anos de convívio."
Como eu não acredito em nenhuma matéria jornalística, assim, de bate-pronto, sem antes tentar confirmá-la através de fontes e de outras maneiras nas quais confio, resolvi me aprofundar no caso. Primeiro fui ao Blog do Juca, no Uol, que rotineiramente trata de assuntos esportivos --mas que, como bom jornalista, respeitado nacionalmente, não poderia ignorar uma notícia como esta, tendo ela chegado ao seu conhecimento, e encontrei a nota que transcrevo abaixo (segue em vermelho-sangue):
Covardia de Aécio Neves
Aécio Neves, o governador tucano de Minas Gerais, que luta para ter o jogo inaugural da Copa do Mundo de 2014, em Belo Horizonte, deu um empurrão e um tapa em sua acompanhante no domingo passado, numa festa da Calvin Klein, no Hotel Fasano, no Rio.
Depois do incidente, segundo diversas testemunhas, cada um foi para um lado, diante do constrangimento geral.
A imprensa brasileira não pode repetir com nenhum candidato a candidato a presidência da República a cortina de silêncio que cercou Fernando Collor, embora seus hábitos fossem conhecidos.
Nota: Às 15h18, o blog recebeu nota da assessoria de imprensa do governo mineiro desmentindo a informação e a considerando caluniosa.
O blog a mantém inalterada.
Por Juca Kfouri às 12h09
[Aqui, continua o blogueiro]
Portanto, como vocês podem obsservar, na mesma nota do blog, às 15:18, do mesmo dia primeiro de novembro, o jornalista Juca Kfouri não se retrata nem pede desculpas; ao contrário, reitera e confirma que a agressão aconteceu, mesmo. Significa que ele está absolutamente confiante em relação às suas fontes. Isso é ser jornalista competente e corajoso, que não se deixa intimidar, como acontece com a imprensa mineira onde pululam maus jornalistas. Resolvi continuar pesquisando para ver se outras fontes confirmavam o relato do Juca. E encontrei estas notas e matérias aqui e aqui.
Hoje, o Juca Kfouri voltou ao assunto no seu blog.
Ele postou (segue em azul-marinho):
O Brasil é um Fla-Flu
Nada mais no Brasil parece ser avaliado sem a busca de segundos interesses.
Difícil dizer se as pessoas em geral julgam as demais pelo que elas são ou se, de fato, não há mais clima nem para uma informação.
Bem apurada e desinteressada, aqui mais uma vez reiterada, vinda de alguém que de política não entende e nem quer entender nada, apenas estava numa festa descolada.
Ah, mas se prejudica A é coisa de S.
Ou do PT.
Brilhantes, sagazes, Maquiavel teria inveja de analistas tão sofisticados.
Mas o cara vive criticando o PT, virou um fracassomaníaco (termo de FHC para criticar os petistas, mas recentemente adotado por alguns deles), ficou contra até o Rio-2016, argumenta outro.
Então é coisa de S mesmo.
E, aí, por mais que o cara tenha revelado que votou no Lula contra o Serra e anulado o voto, já desanimado, quando o páreo ficou entre Lula e Alckmin, é preciso achar um rótulo.
Então, fica engraçado.
Os que se julgam de esquerda passam a, taticamente (Lênin?), defender Aécios.
E a direita chic defende mesmo, no clube dos cafajestes tuiteiros, por exemplo, porque amigo é pra essas coisas.
Uma certa esquerda recente que apareceu na imprensa, diga-se, que calou durante a ditadura brasileira, mas que hoje, de má consciência e sem correr riscos, se faz de corajosa.
Já a elite branca, o termo é do insuspeito Cláudio Lembo, não entende por que o Brasil tem um inculto na presidência, a Bolívia tem um índio, a Venezuela um caudilho, o Paraguai um padre pedófilo, o Uruguai está em vias de ter um ex-guerrilheiro Tupamaro e por aí afora, tudo gente incapaz de se comportar bem numa festa chic, que gospe no chão e palita os dentes.
Não entende que foi ela quem, depois de mais de 500 anos de dominação e exploração, não conseguiu mais manter tampado o que queria explodir.
E explodiu.
Agora, aguenta.
Corre, blinda, vira gueto, se horroriza e mente, desqualifica, tenta sobreviver com seus privilégios nas Daslus da vida e suas lavagens de dinheiro, porque é isso, dinheiro é o critério do sucesso, seja como for.
Perfumados, engomados, mas cada vez mais amedrontados, embora chegados a um brilho aqui ou ali porque ninguém é de ferro.
E, ora bolas, desde quando uma bolacha na moça descontrolada é notícia, né não?
Notícia legal é a plantada, na praia, porque o amor é lindo e tudo perdoa, me bate que eu gamo.
E me engana que eu gosto.
Minas está onde sempre esteve e nada a moverá.
O Brasil nem tanto, se move, ao menos, o que não é pouco, incluindo excluídos que, segundo FHC, jamais poderiam sê-lo, infelizmente haveriam de morrer à míngua.
Mas, que diacho, não é que os que acabaram de chegar se deram conta que o cheiro de um Dior é muito mais agradável que o da graxa.
Engraxemo-nos, todos, pois, com Dior, é claro.
E, aí, quem, decepcionado, critica, denuncia, fiscaliza, é derrotista, moralista, até paulista, se a crítica for ao mau momento do Fluminense.
Seria tudo muito divertido, não fosse medíocre.
E pusilânime, dos dois lados.
Que, por sinal, se merecem.
Voltei, mais uma vez, para fechar:
Minha curiosidade foi além das notícias que estou transcrevendo acima para que cada um de vocês forme a sua opinião. É óbvio que não iria deixar de conhecer a namorada que teria levado uma bolacha ou tapa, além de um empurrão, a ponto de ter caído ao chão. E, segundo uma das fontes, também teria reagido e lascado de volta um tapa no namorado mal-educado e metido a besta. E aí acima estão algumas fotos da gata, por sinal, interessantíssima.
Não farei outros comentários meus, por enquanto, porque estou em recesso com relação a assuntos blogosféricos, sobretudo com relação à política, e, primeiro, gostaria de ouvir as opiniões de vocês, freqüentadores deste PG. Com a palavra, os e as blognautas (se é que eles e elas vão se atrever a manifestar seus pontos de vista, sobretudo os mineiros e as mineiras -- rs rs rs).
Só para encerrar este barraco: quem encontrar nos jornais e demais veículos de comunicação de Minas Gerais uma única referência a este fato, que começou nas festas badaladas cariocas, passou pelas colunas sociais, chegou às esportivas e políticas e termina em baixarias, vai ganhar um autêntica cachaça mineira de Salinas, como prêmio. (Mais rs rs rs).
Atualização - Atenção, sobretudo àqueles diretamente interessados neste palpitante tema (rs rs rs):Hoje, 5/11, o jornalista e blogueiro Juca Kfouri deu suíte ao assunto, publicando na sua coluna, no Caderno de Esportes da Folha de S. Paulo, e no seu blog, no Uol (link acima), a seguinte nota (segue em vermelho):
"Desmentidos
Aécio Neves e sua namorada negam que tenha havido um incidente entre eles numa festa da Calvin Klein, no Rio, no domingo retrasado. É possível mesmo que não tenha havido. A nota que dei em meu blog, no UOL, no domingo passado, uma semana portanto depois da tal festa, diz claramente que ele deu um tapa e um empurrão em sua acompanhante. Repito: acompanhante. A fonte que ouvi, testemunha do incidente, disse com todas as letras: "Ele deu um tapa, um empurrão, ela caiu e depois cada um foi para um canto, diante de constrangimento geral". Então, perguntei: "Era a namorada dele?". E a fonte respondeu: "Isso não sei, porque não a conheço. Era uma loira bonita e que estava inconveniente". O fato grave, é claro, permanece: a agressão".
Meu Comentário:
Os destaques em bold, acima, na atualização foram feitos por mim. O que será que o informante do Juca Kfouri quis dizer com "estava inconveniente"? Faltou o excelente jornalista dar esta explicação complementar. Pelo visto, ele deve estar guardando trunfos para apresentar como xeque-mate, se for obrigado a ir às últimas conseqüências ou se for pressionado demais...É uma suposição minha, claro.
MR
5/11 - 22:55
domingo, 1 de novembro de 2009
Na série "Clássicos de Todos os Tempos", apresento "You've got a friend", de Carole King, cantada por ela, Celine Dion, Gloria Stefan e Shania Twain.
Esta canção, de autoria da pianista e intérprete Carole King, embora tenha sido um grande sucesso e sua melodia e letra sejam maravilhosas, por incrível que pareça não faz parte da relação das 500 melhores canções (norte-americanas e inglesas) de todos os tempos, editada pela revista Rolling Stone no ano 2.004. De autoria dela, só entra na relação das 500 outro clássico, "It's too late". Mas eu, pessoalmente, utilizo critérios bem pesoais e subjetivos meus, para editar esta série "Clássicos de Todos os Tempos" aqui no PG.
E gosto muito de "You've got a friend", aqui interpretada pela autora e ainda pelas gatésimas e excelentes cantoras Celine Dion, Shania Twain (uau!) e Gloria Stefan. A letra é um verdadeiro hino à amizade e, aqui, está com uma ótima tradução legendada. Exatamente por isso, dedico este clip a todos os meus amigos e amigas recentes, conquistados aqui na blogosfera e também aos mais antigos.
Esta dedicatória vai, de modo especial, para a minha querida amiga Andréia Mesquita, uberabense residente em Uberlândia (MG), que reapareceu neste último final de semana, embora tenha feito isso apenas por telefonema, depois de um longo e tenebroso sumiço. Dedéia, tudo o que você tem a fazer é apenas me chamar, se e quando precisar, viu? Beijos e todo o meu carinho, hoje e sempre.
[Clique na seta e aguarde o buffering]
sábado, 31 de outubro de 2009
Recebi esta semana uma estimativa de quanto vai custar o tratamento do meu bruxismo: o equivalente a um carro zero quilômetro.É mole? Feliz Halloween!
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
O texto enxuto de um advogado que se comoveu com a redação de uma menina de 14 anos de SC, inspirada no Hino Nacional. Realmente, ambos muito bons.
Amor à pátria e reverência aos símbolos nacionais, o tema do advogado que se considera velho e da menina que ganhou um concurso de redação em Joinville, Santa Catarina.
Recebi de uma amiga uma circularde internet cujo texto me chamou a atenção. Veio sem assinatura ou crédito, apenas com uma observação da minha amiga: "Assino embaixo".
De cara, li, gostei e pensei em reproduzir aqui no PG -- mas sem saber quem é o autor e lhe dar o devido crédito, não gosto de fazer isso. Só em último caso. Resolvi fazer uma pesquisa na web, através do Google, e acabei chegando a um site chamado "Reflexão de Vida", mantido por uma simpática vovó, onde o mesmo texto estava reproduzido e com o nome do autor: Afrânio B. de Souza. Ainda não me dei por satisfeito -- e fui atrás, para pesquisar alguma referência adicional sobre o nome, guglando em uns 10 sites diferentes, e descobri que se trata de um advogado e consultor empresarial, cujo nome completo é Afrânio Barbosa de Souza, residente em São Paulo, que tem vários outros textos interessantes, postados em blogs ou publicados em jornais.
Mantenho o título que estava lá no site e na circular de internet (segue em azul e, dentro do texto, está reproduzida uma redação de uma menina de 14 anos, de Santa Catarina, que estou destacando em vermelho vinho).
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Estou Velho Afrânio Barbosa de Souza
"Estou velho. Não gosto dos sem-terra. Dizem que isto é ser reacionário, mas não gosto de vê-los invadindo fazendas, parando estradas, ocupando linhas de trens, quebrando repartições públicas, tentando parar o lento progresso do Brasil.
Estou velho. Não acredito em cotas para negros e índios. Dizem que sou racista. Mas para mim racista é quem julga negros e índios incapazes de competir com os brancos em pé de igualdade. Eu acho que a cor da pele não pode servir de pretexto para discriminar, mas também não devia ser fonte para privilégios imerecidos, provocando cenas ridículas de brancos querendo se passar por negros.
Estou muito velho. Não quero ouvir mais notícias de pessoas morrendo de dengue. Tapo os ouvidos e fecho os olhos, mas continuo a ouvir e a ver. Não quero saber de crianças sendo arrastadas em carros por bandidos, ou de uma menininha jogada pela janela em plena flor de idade pelo próprio pai. Ou de meninos esquartejados pelos pais por serem muito 'levados'...
Meu coração não tem mais força para sentir emoções. Me sinto mais velho que o Oscar Niemeyer. Ele, velho como é, ainda acredita em comunismo, coisa que deixou de existir. Eu não acredito em nada. Estou cansado de quererem me culpar por não ser pobre, por ter casa, carro, e outros bens, todos adquiridos com honestidade; por ser amado por minha mulher e filhos. Nada mais me comove...
Estou bem envelhecido. E acabo de cometer mais um erro! Descobri que ainda sou capaz de me comover e de me emocionar. O patriotismo de uma jovem de Joinville, usando a letra do Hino Nacional para mostrar o seu amor pelo Brasil, me comoveu. Na cidade de Joinville, houve um concurso de redação na rede municipal de ensino. O título recomendado pela professora foi: 'Dai pão a quem tem fome'. Incrível, mas o primeiro lugar foi conquistado por uma menina de apenas 14 anos de idade. E ela se inspirou exatamente na letra de nosso Hino Nacional para redigir um texto, que demonstra que os brasileiros verde-amarelos precisam perceber o verdadeiro sentido de patriotismo. Leiam o que escreveu essa jovem. É uma demonstração pura de amor à Pátria e uma lição a tantos brasileiros que já não sabem mais o que é este sentimento cívico.
Quem nos devolverá a paz que a grandeza da pátria nos traz?
"Certa noite, ao entrar em minha sala de aula, vi num mapa-mundi o nosso Brasil chorar: "O que houve, meu Brasil brasileiro?" Perguntei-lhe. E ele, espreguiçando-se em seu berço esplêndido, esparramado e verdejante sobre a América do Sul, respondeu chorando, com suas lágrimas amazônicas: 'Estou sofrendo. Vejam o que estão fazendo comigo... Antes, os meus bosques tinham mais flores e meus seios mais amores. Meu povo era heróico e os seus brados, retumbantes. O sol da liberdade era mais fúlgido e brilhava no céu a todo instante. Onde anda a liberdade, onde estão os braços fortes? Eu era a Pátria amada, idolatrada. Havia paz no futuro e glórias no passado. Nenhum filho meu fugia à luta. Eu era a terra adorada e dos filhos deste solo era a mãe gentil. Eu era gigante pela própria natureza, que hoje devastam e queimam, sem nenhum homem de coragem que, às margens plácidas de algum riachinho, tenha a coragem de gritar mais alto para libertar-me desses novos tiranos que ousam roubar o verde louro de minha flâmula'.
Eu, não suportando as chorosas queixas do Brasil, fui para o jardim. Era noite e pude ver a imagem do Cruzeiro [ do Sul ] que resplandece no lábaro que o nosso país ostenta estrelado. Pensei... Conseguiremos salvar esse país sem braços fortes? Pensei mais... "Quem nos devolverá a paz que a grandeza que a Pátria nos traz?"
Voltei à sala, mas encontrei o mapa silencioso e mudo, como uma criança dormindo em seu berço esplêndido".
Mesmo que ela seja a última brasileira patriota, valeu a pena viver para ler o texto". De alguém que ama muito o Brasil.
Afrânio Barbosa de Souza Advogado e Consultor Empresarial
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Meu Comentário:
Eu, blogueiro, também assino embaixo.
MR
